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COLUNA DA FERNANDA SALDANHA: Memórias infinitas de um ano

Texto 11

 

Um mês depois do grande anúncio da pandemia de COVID-19 que assolaria o mundo (e jamais poderíamos imaginar que, quase um ano e meio depois, ainda estaríamos usando máscaras, evitando aglomerações, vendo notícias de mortes e mais mortes), recebi um convite muito especial.    

Não quero que este seja um texto triste. Citei a pandemia, pois foi naquele abril de 2020 que fui convidada a integrar a rede Professores transformadores. Este texto é um agradecimento por todas as memórias construídas ao longo desse um ano e nele faço alusão aos 10 textos escritos por mim, cujos títulos destaquei em itálico no que vou contar agora.   

Naquele momento, ainda tentava entender o que estava acontecendo no mundo, buscava novos meios de contato com os estudantes e tinha certo medo de não dar conta... Contudo, adepta de novos desafios, topei ser colunista da rede!   

Aprender sempre é um dos lemas da minha vida, em todos os setores e contextos. Esse foi o título do meu primeiro texto para a rede. Nele, pude me apresentar e contar uma pequenina história, que exemplificava o quanto aprendo com meus estudantes.   

Em pouco mais de um ano participando dessa rede maravilhosa, fui da indignação à ação quando questionei o que seria esse “novo normal”. Revoltei-me com a maneira como nós, professoras e professores, estávamos sendo tratados em um momento de tanta fragilidade para todas e todos. Pude homenagear as professoras da professora, aquelas que me inspiraram e inspiram até hoje na construção do meu ser docente.   

E por falar em educação, nesse um ano, muito se ressignificou, tanta coisa se (des)construiu e se (re)construiu e bastante em mim se transformou. É impossível estar e ser em uma rede de professoras transformadoras e de professores transformadores e não se deixar afetar pelas experiências, ideias e reflexões de colegas – soará repetitivo, mas... – transformadores.   

Quando perguntei o que nos conecta, referia-me à relação entre professora e estudantes, na potência da afetividade nessa relação. Entretanto, ao findar este ciclo da rede Professores transformadores posso afirmar que também aqui, na rede, o que nos conecta é o afeto, o respeito, o acolhimento. Não posso deixar de citar, nominalmente, a pessoa que idealizou e coordenou brilhantemente essa rede, que é a querida Elô! De sotaque mineirinho, com amor e doçura, sempre nos auxiliando, incentivando e acreditando! Gratidão, Elô! Seguimos conectadas pelo coração. Estendo meu agradecimento a todas e todos os colaboradores da rede, especialmente à Priscila, que me convidou; ao Túlio, que sempre fez uma leitura atenta dos meus textos; e à Karla, que confiou seus textos a mim.   

A rede vai encerrando sua atuação e sigo na luta diária de ser professora no Brasil, torcendo para que empatia seja verbo de ação no nosso dia a dia, conosco e com nossos estudantes. Com as reflexões proporcionadas pela escrita dos textos, fui ao encontro da poesia perdida e descobri que a poesia está no que faz os olhos brilharem. Percebi, também, que uma história de amor pode ser pequena em tempo Chronos, mas imensa em tempo Kairós, devido à sua significância, e não à sua quantidade numerável. Desse modo, um ano foi tempo suficiente para me apaixonar por essa rede e considerar o que vivemos como mais uma linda história de amor na minha vida. 

(Sou Fernanda Saldanha, professora de Arte na rede municipal de ensino de Venâncio Aires-RS, mestra em Artes pela Universidade do Estado de Santa Catarina e licenciada em Teatro pela Universidade Federal de Santa Maria. Uma sonhadora, que acredita no poder da Educação e da Arte para transformar vidas.) 

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