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COLUNA DA MARIA ALZIRA LEITE: Quem cuida de mim?

Texto 4

 

E junho chegou! É um dos meus meses favoritos! Talvez por me recordar da alegria das festas de São João. Essa memória resgata a contemplação do céu estrelado nas noites juninas e, ainda, o calor da fogueira, o cheiro da pipoca e o gosto doce da calda que cobre a maçã do amor! Na verdade, já estamos quase na metade do ano de 2021 e aquela sensação da necessidade de pausa começa a se intensificar.   

Nos últimos dias, tenho observado que o cansaço, delineado pelas atividades que envolvem inúmeras aulas e correções de provas, tende a indicar que o ritmo e as escolhas de trabalho precisam ser revistos. No entanto, essa percepção parece, às vezes, ficar cristalizada, ancorada apenas numa identificação, num sintoma. Esse movimento de transformação da rotina envolve atitude.    

Diante disso, num exercício de autorreflexão em torno da minha rotina, convidei-me a pensar: quem cuida de mim? Por alguns segundos, submersa no trajeto das possibilidades de respostas, encontrei a melhor das alternativas: eu mesma! Ou melhor, eu mesma deveria cuidar. As ações de um autocuidado se iniciam por nós! Sendo assim, também instigo você, caro leitor e cara leitora, a pensar, em um tom indagativo: o que você tem feito para o seu bem-estar? Os exames médicos estão em dia? As atividades físicas são realizadas? Como está a sua alimentação? E as interações na vida familiar? E a questão maior, nesse contexto de fragilidades em torno da pandemia: como estão os seus projetos de vida?    

Ora, retomo os dizeres de Cecília Meireles, quando ressalta que “a vida só é possível reinventada”. Nesse viés, talvez seja o momento de não apenas reinventarmos metaforicamente a vida, mas também, de (res)significarmos o nosso trabalho, envolvendo os nossos projetos. E isso pode se constituir em fechar ciclos para novos portais!   

Quem sabe, então, com o desenrolar do mês de junho e com a chegada de um tímido recesso, possamos repensar o gerenciamento das nossas atividades e dar valor ao que é mais importante:  nós mesmos! O cuidar de si envolve planejamento. Desse modo, precisamos estar bem para trabalharmos numa dinâmica que possa contemplar uma satisfação pessoal para, afinal, acolhermos o outro.   

(Eu sou Maria Alzira Leite, professora transformadora, pesquisadora de temas que envolvem discursos de/sobre professores. Atualmente, estou como docente no PPGEd na Universidade Tuiuti do Paraná.)   

Referência 

MEIRELES, Cecília. Vaga música. Rio de Janeiro: Pongetti, 1942, p. 411. 

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