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COLUNA DA MICHELLE RISTOW: O último texto

Texto 44

 

O último texto, mas, certamente, não a última reflexão.    

A rede Professores transformadores completou seis anos neste mês de junho e, junto à celebração, também informou a conclusão do projeto.    

Por trás deste projeto, há colaboradores e colaboradoras que exercem diferentes funções, mas existe uma pessoa que, efetivamente, faz acontecer, impulsiona, conecta e constrói pontes entre todas e todos.    

Essa pessoa se chama Elô, que, inclusive, é a grande idealizadora da rede. Eu não consigo continuar este textos e não for para transformá-lo, a partir de agora, em uma carta de “chamada de atenção”.    

Ilhabela, 16 de junho de 2021.    

Querida Elô,    

Gostaria de chamar sua atenção para alguns fatos que percebi no decorrer desses quase três anos caminhando com a rede.    

Acho que foi em meados de junho de 2018 que a página da rede Professores transformadores apareceu para mim no Facebook. Atenta e curiosa com a possibilidade de escrever sobre a minha prática como professora, enviei uma mensagem para a rede.   

Desde o dia em que mandei essa primeira mensagem para a rede, você tem me respondido com muito cuidado e afeto. Lembro que a nossa primeira conversa foi sobre o meu interesse em comprar um dos livros publicados pela rede e, logo em seguida, escrevi: aproveitando, sou professora e trabalho em uma escola inovadora e eu gostaria muito de contribuir com relatos, partilhas etc.    

Sua resposta veio de imediato, dialogamos por três dias e, depois, seguimos nossas conversas, não mais pelo Messenger da rede, e sim pelo Messenger de duas pessoas que recém haviam ficado “amigas” no Facebook.    

Pois bexto me fazia refletir, esclarecia as minhas ideias e meus pensamentos e abria espaço para eu seguiragindo.    endendo, cada vez mais, sobre três palavras potentes: reflexão,  esclarecimento, ação.    

Cada texto me fazia refletir, esclarecia as minhas ideias e meus pensamentos e abria espaço para eu seguir agindo.    

Lembro que meu primeiro texto tinha o nome Educação é relação e, nele, depositei tudo que estava vivendo. Escrevi com gosto, com vontade, desde a força motriz que há em uma relação, até a mola propulsora que faz a Educação ser Educação.   

A cada texto, eu entendia seus comentários, suas revisões e essas ações que partiram de você contribuíram para melhorar o meu olhar, a minha escrita e, claro, a minha reflexão.    

Elô, a rede que você idealizou me fez escrever sobre a minha vulnerabilidade como professora, sobre o que está por trás da Educação e ninguém vê a olho nu, mas vê se realmente propuser se relacionar com as pessoas. Escrevi também sobre uma criança que recebemos na escola e ele perguntou se realmente podia ficar ali, pintando e desenhando, porque estava gostando e a escola de onde vinha não permitia isso. Era estranho, para ele, estar “gostando” de algo em uma escola.    

Escrevi sobre o quanto as crianças ainda são desconcertantes para nós e sobre as minhas vivências de infância. Mergulhei em uma reflexão sobre as escolas e as formigas, debrucei-me sobre práticas que me encorajei a realizar dentro de sala ou nos diversos espaços da escola. Veja isso! Quantas reflexões fortes, potentes, viscerais. Eu me transformei em cada escrita, em cada frase e você continuava a contribuir com seu olhar e sua sabedoria em cada comentário que fazia em meus textos, além de toda relação bonita de carinho e amizade que foi ganhando corpo a cada semestre.    

Você não me viu pouco, não me sentiu pouco, não me deu pouco. A rede que você idealizou permitiu que eu conhecesse professores e professoras especiais, sabidos e detentores de práticas e reflexões poderosas. Cresci com cada uma, com cada um. Por fim, chamo sua atenção para informá-la que a rede cumpriu o papel dela, pois, por inúmeras vezes, me senti menos só, reconheci o meu poder de transformação e me senti valorizada.    

O espaço que você criou permitiu com que eu saísse debaixo d’água e respirasse inúmeras vezes.    

Obrigada, obrigada e obrigada.  

Seguimos juntas e nós sabemos disso. 

Com amor e afeto,    

Michelle  

 (Eu sou a Michelle Ristow. Transformadora de mim mesma. Uma sonhadora consciente da realidade e esperançosa por natureza. Acredito na relação que oferece espaço, promove autonomia e considera o lugar de fala do outro. Gosto de aprender brincando, ouvindo histórias e conversando.) 

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